domingo, 27 de junho de 2010



“Sou o que se chama de pessoa
impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um
sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que
imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que
agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente,
o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples
infantilidade.
Trata-se de saber
se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso
controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os
resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais
adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um
dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma
alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá
sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca
serei.”
[Textos extraídos do livro
Aprendendo a viver, de Clarice Lispector]

2 comentários:

serpai disse...

lo importante es ser lo que debas ser..!!Por considerarte mi amig tienes un regalo en mi blog....porque no es necesario que llegue el día de los amigos para acordarse de ellos..!!


saludos.

SERGIO

Helcio Maia disse...

Adultecer? Só um pouco, para não esquecer o gosto da risada recém-nascida, da brincadeira ingênua que está na vida, na gargalhada que estremece o tedio e resgata a alegria incontida de descobrir-se, o tempo inteiro.
Abraços!!